TOLERÂNCIA AO CALOR EM OVINOS DAS RAÇAS SANTA INÊS, SOMALIS, DORPER E WHITE DORPER CRIADAS EM CONFINAMENTO NO SEMIÁRIDO CEARENSE
Resumo
Este estudo teve como objetivo avaliar a tolerância ao calor das raças de ovino de corte Santa Inês, Somalis, Dorper e White Dorper no semiárido cearense. Especificamente, buscou-se avaliar as respostas fisiológicas por meio de mudanças nos parâmetros fisiológicos; fazer uma correlação entre as raças das respostas fisiológicas nos turnos da manhã e tarde; e fazer uma correlação entre as raças da temperatura superficial em cada turno. O experimento foi conduzido no Instituto Federal do Ceará, município de Crato, Ceará. Foram utilizados 24 ovinos machos, seis da raça Santa Inês, seis Somalis, seis Dorper e seis White Dorper, sendo que os dados foram coletados durante o período chuvoso (janeiro a abril de 2016). Foram avaliados os parâmetros ambientais e os parametros fisiológicos. As médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Observou-se que as temperaturas registradas durante o período da tarde ocasionaram significativos aumentos nas temperaturas superficiais corpórea, evidenciando a tentativa de perda de calor através dos pontos de pelame analisados. Todas as raças de ovinos estudadas apresentaramm seus parâmetros fisiológicos dentro das faixas de conforto térmico do nível baixo ao médio, quando comparados os efeitos entre os turnos manhã e tarde. A raça Santa Inês apresentou maior resistência às variáveis climáticas da região do semiárido. A raça Dorper manifestou uma pior adaptação, quando analisados os parâmetros fisiológicos.
Palavras-chave: Adaptabilidade. Bioclimatologia. Estresse calórico. Termorregulação.